Caseiro que está entre os 26 mortos em Varginha estava envolvido no crime, diz PM

01/11/2021 10:42

O homem está entre os 26 suspeitos mortos e seria o responsável por enterrar e desenterrar os explosivos

O caseiro de um dos sítios onde a Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizaram uma operação conjunta, neste domingo (31), para desmantelar uma quadrilha de assalto a bancos de alta periculosidade, conhecida como “novo cangaço”, em Varginha, no Sul de Minas Gerais, estava envolvido com os bandidos. O homem está entre os 26 mortos e, segundo a PM, ele seria o responsável por enterrar e desenterrar os explosivos. A informação é da capitão Layla Brunela, porta-voz da PMMG.

“Essa confirmação da participação dele (caseiro) foi nos repassada por alguns militares do Bope. Ele trabalhava como caseiro, porém estava envolvido. As munições estavam com ele, inclusive a (metralhadora) ponto 50, a arma estava com o caseiro, na casa dele. Ele é que foi o responsável por enterrar e desenterrar explosivos. Então, ele também era partícipe, estava no local não fazendo a função de caseiro, mas participando dos delitos”, disse.

Após o confronto com a PM, o corpo do caseiro chegou a ser levado para o Hospital Bom Pastor, em Varginha, onde estão os corpos de outros suspeitos de integrarem a quadrilha.

Segundo a Polícia Civil, todos os corpos serão transferidos para o Instituto Médico Legal (IML) André Roquette, em Belo Horizonte, “onde serão submetidos a exames de necropsia e identificação”.

Conforme a PC, o processo de identificação deverá durar por toda a madrugada ou, dependendo da situação, os trabalhos podem se estender ao longo da segunda-feira (1º).

A operação

A Polícia Militar e a Polícia Rodoviaria Federal (PRF) realizaram uma operação conjunta e desmantelaram uma quadrilha de assalto a bancos de alta periculosidade, conhecida como “novo cangaço”, em Varginha, neste domingo (31). Ao todo, 26 pessoas morreram no confronto com as polícias durante a operação, e vários ficaram feridos.

O confronto ocorreu em duas chácaras da cidade. Na primeira, 18 criminosos, foram mortos quando atacaram os policiais. Na segunda chácara, foram sete mortos. O grupo estava armado com um arsenal de guerra, explosivos e coletes a prova de balas.

“Posso adiantar que esta é a maior operação referente ao ‘novo cangaço’ no país. Muitos infratores fariam um roubo a banco, provavelmente na data de amanhã ou hoje, e foram surpreendidos pelo nosso serviço de inteligência integrado com a PRF. Foi uma ação conjunta que resultou na apreensão de um grande armamento, além de explosivos e coletes à prova de balas que eram utilizado por esses infratores” informou a capitão Layla Brunela, porta-voz da PMMG.

Como foi a ação

– A PMMG recebe denúncia anônima de movimentação de carros e pessoas estranhas na entrada de Varginha. Informação foi compartilhada com área da inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na semana passada, e foi iniciado o planejamento da ação.

– A área de inteligência das forças de segurança começa a mapear sítios na área rural da cidade e identifica dois locais com grande movimentação de carros, mas sem realização de festas, o que levanta a suspeita.

– Criminosos estavam há mais de uma semana em dois sítios, distantes um do outro, planejando o ataque a instituições bancárias e de transporte de valores da região.

– Por volta das 6h da manhã de domingo (31), policiais fazem cerco simultâneo nos dois sítios. Cerca de 25 agentes da PRF, 22 militares do Bope e mais equipe da Polícia Federal surpreendem os bandidos.

– 18 criminosos estavam em um endereço e outros sete em outra chácara. Criminosos não se rendem e reagem com tiros de fuzil e armas de grosso calibre.

– Há intensa troca de tiros na área externa e dentro da casa dos sítios.

– Nenhum policial se fere na operação. Criminosos feridos são socorridos e logo após vêm a óbito. No total, 26 infratores morrem na troca de tiros com as forças de segurança. Nenhuma pessoa é identificada em fuga.

– Polícia acredita que os 26 homens faziam parte do grupo de ação da quadrilha. Investigações apuram se mais pessoas integram o bando.